sábado, 16 de junho de 2012

 Organizado pela sociedade civil, o evento busca mobilizar a sociedade e pressionar os líderes globais que se reunirão do outro lado da cidade.
Enquanto a conferência oficial no Riocentro, na Barra, é restrita a participantes credenciados, que só entram depois de passar por um forte controle de segurança, a Cúpula dos Povos é aberta ao público, em tendas ao ar livre no Aterro do Flamengo.
Ela é aberta também às tribos e discussões mais diversas, em mesas de debate e painéis geridos pelos próprios participantes, buscando promover a mobilização social.
Problemas ambientais, econômicos, sociais, religiosos, raciais, políticos e de minorias serão discutidos no evento pelos “99%”, afirma a ativista norte-americana Cindy Wiesner, em alusão ao movimento que ocupou Wall Street, em Nova York, no ano passado.
“Aqui estão os verdadeiros defensores dos direitos da população. No Riocentro estão o outro 1%, como dizemos em nosso movimento. Não confiamos nas decisões que vão tomar”, diz ela, integrante do Grassroots Global Justice Alliance, uma das 35 redes internacionais que ajudaram a organizar o evento.
Representante de outra rede coordenadora, a Via Campesina, Luiz Zarref destaca a presença de “quase todas as organizações sociais brasileiras” no evento, entre representantes de indígenas, quilombolas, mulheres, religiosos, estudantes, pequenos agricultores e outros grupos.
Zarref afirma que o objetivo do evento é estabelecer um contraponto ao que está sendo desenhado no Riocentro.
“Nossa expectativa na conferência é que não vai haver benefícios para os povos, para o planeta ou para o meio ambiente, e sim uma nova engenharia do sistema capitalista que está em crise, e que está tentando descobrir novas ferramentas para se apropriar dos territórios dos países do sul.”
20 anos depois
A Cúpula dos Povos é inspirada no Fórum Global da Rio 92, o primeiro grande encontro internacional da sociedade civil, realizado também no Aterro do Flamengo.
Maiores informações: http://cupuladospovos.org.br/